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Construção Civil: pré-fabricado X modelagem in loco


E outras tecnologias – conheça as tendências

 

A construção civil brasileira vem passando por profundas transformações ao longo dos anos. Mas se comparado a outras áreas, o setor ainda deu pouco espaço para as inovações tecnológicas. Fato é que as construtoras dependem de agilidade e controle para cumprir prazos, reduzir custos e melhorar os resultados. Ou seja, as tendências tecnológicas não podem ser ignoradas. Para o professor Eduardo Toledo dos Santos, da Escola Politécnica da USP, “a sustentabilidade, realidade virtual aumentada, captura da realidade e pré-fabricados são quatro tendências que já existem e são aplicadas tanto no Brasil quanto no exterior. Se é algo que você ainda não está usando é preciso olhar com mais cuidado e considerá-las nas estratégias de atuação profissional”, enfatiza.

 

Construção Civil: “Como trabalhar com pré-fabricados nas grandes cidades?”

 

É com essa pergunta que o presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), Enio Canavello, contrapõe os pré-fabricados como tendência da construção civil. Entre os pontos negativos, cita as dificuldades de transporte, limitação no tamanho das peças, descarga e o excesso de burocracia.

 

Obra Pré-fabricada

 

O presidente compartilha uma experiência que ilustra bem a sua fala. “Há 20 anos fui chamado por uma construtora para fazer a sede de uma empresa grande, em São Paulo. Era um prédio com 09 pavimentos e 04 subsolos. Mas como descarregar uma viga de 20 metros no meio da cidade?
Curiosamente fizemos com a Atex, conseguimos dar maior rapidez à obra, fazendo 2 mil metros quadrados em 11 dias”, contextualiza.

 

Laje Nervurada Atex

 

Enio destaca também a sustentabilidade como uma tendência mundial e acrescenta que a tecnologia BIM veio para ficar. “Hoje, 70% dos meus clientes pedem um projeto compatível com a metodologia BIM”.

 

Nesse panorama promissor e de olho na sustentabilidade, o mercado brasileiro já conta com sistemas construtivos que primam pela redução do concreto e aço. Num cenário de escassez e altos preços desses dois materiais, há que se buscar alternativas viáveis. O produto em questão são fôrmas de plástico para lajes nervuradas, maciças, vigas, pilares, e espaçadores para concreto e ferragens. Onde se usavam fôrmas de madeiras projetadas manualmente, passou a se usar as fôrmas de plástico. Outro diferencial da tecnologia, além de ser compatível com a metodologia BIM, é que o processo que era artesanal, passa a ser industrializado e muito mais produtivo. Além disso, com o uso das fôrmas é possível ter total previsibilidade dos processos da obra. Tudo isso sinaliza que a inovação segue sendo uma forte tendência no futuro, principalmente pela facilidade logística da modelagem das estruturas in loco.

 

 

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